20 Novembro 2009










..Amo os dias sem vento.
..A febre - incandescente - dissipada no vácuo.
..O olhar calmo e subtil.
..Amo o ponteiro dos segundos que me põe a mexer
..E os dias do calendário que me dão um travão.
..Prego-a-fundo-travão-de-mão.
..(Às-vezes-sim-às-vezes-não.)


..Dá-me mais água, que tenho sede.
..AGORA QUANDO?


26 Agosto 2009



Tens um bloco na mão e uma causa perdida? Está lançado o desafio.


Desenha as setas das direcções que queres seguir. Faz o plano da tua vida.


Analisa com cuidado cada passo dado.

Pondera e desenha as setas das direcções que queres seguir. Risca, sublinha e tira notas.


Faz o plano da tua vida.


Avalia-o e congratula-te com as decisões no papel à tua frente.


Avalia-o. E congratula-te com as decisões no papel à tua frente.


E congratula-te com as decisões no papel à tua frente.


Congratula-te com as decisões no papel. À tua frente.


Decisões no papel à tua frente.


No papel. À tua frente.


No papel à tua frente.



A tua vida no papel à tua frente.


























22 Julho 2009


Uma da manhã, sem direito a hey!
Porque eu preciso de tempo.
Preciso de tempo para existir.
Para recuperar o fôlego trôpego e cortante.

Inspira. Expira.

Sentar-me a olhar para o relógio.
Conquistar cada segundo, dizendo-lhe indolentemente: não me mexi.
É só o que quero de ti.
Dominar novamente a circulação sanguínea.
Mantê-la na rota, manter-me em órbita.

«Trace a line from me to you.»
Sim. Traça uma linha de mim a ti.
De ti a mim.
Materializa-nos.
Numa linha que não essa.
Ela é o que quiseres que ela seja.

Exorcizar traumas.
O tempo que temos não chega.
Para curar tudo.
Precisamos de tempo.
De mais e diferente tempo.
«Alguns minutos são anos.
Passam.
Mas demoram...
Demoram...
Demoram...»
E tantas vezes o contrário.

Não existe a resposta final, ok, já sei.
Mas e uns checkpoints de vez em quando?
Uma resposta segura e coerente de onde partir quando as coisas correm mal?

Hei-de amanhecer cor-de-rosa, ainda assim.
Acredita, relógio, vai por mim.
















1.Julho.2009

05 Junho 2009



Olho-te. Apenas.

De longe, ao afastares-te,
Apenas por imaginar-me no outro extremo da rua
Olhando-te, ao chegares.
Estivesses tu a meu lado
Olhar-te-ia também
Apenas.
Discretamente
Descomprometidamente
Porque assim cumprindo o meu único e indiscreto compromisso.
Olhar-te. Apenas e só.
Olhar.
Perder-me em hipóteses e suposições e esperanças e medos e
Realidades desagradáveis.
Desejos
Irrealizáveis.
E "é uma pena"
De facto
Olhar-te
Apenas.
Por isso me perco
Novamente
Nas mesmas hipóteses e suposições e esperanças e medos e voos cor-de-rosa mais ou menos longos, que sempre aterram nas mesmas realidades desagradáveis.

Penso
"É mesmo uma pena."
E olho-te.
Apenas.
12.Maio.2009


22 Maio 2009




Olha. Através de mim.

E diz-me quem sou_______________
_______________como se o não fosse.


We have to concentrate on more than meets the eye.





1.Maio.2009